O poder do amor

Tudo começou quando eu percebi que tinha algo além do que os meus olhos podiam ver…

 

Eu não sabia mais que curso fazer, eu não sabia mais que oração fazer, não sabia mais que santo pedir ajuda, eu não sabia mais onde procurar a chave para abrir a porta da prosperidade, eu fiz tudo que a sociedade dizia: acorda cedo, trabalhe muito, estude muito… com isso consegui dinheiro, via até alguns bons números passar por minha conta mas não era disso que eu estava falando, eu buscava aquela prosperidade verdadeira, não aquela que faz você se tremer todo quando qualquer coisa ameaça sua riqueza… essa eu já tinha experimentado prosperidade assim e viver daquela forma eu também não queria, trabalhando como uma pessoa louca que qualquer movimento do mercado me tira o sono, enfim, assim também não é vida.


Eu sabia que prosperidade real era algo maior

eu sempre soube, e eu só poderia atingi-la se me libertasse da visão antiga, se desafiasse a realidade em que eu vivia naquele momento, porque era exatamente essa realidade que me impedia de ir além.

 

O que eu acredito de verdade é que o que todos estão buscando não é o papel, as notas, o saldo no banco, o que o mundo busca é o SENTIMENTO de quando se chega lá. A quantidade de dinheiro na conta poderia fazer chegar perto, ele até simulava o sentimento da prosperidade real, mas ainda assim eu não acreditava que era isso, era algo maior, de verdade nem era o dinheiro que eu realmente queria, era o sentimento que eu acreditava que o dinheiro me proporcionaria e eu só comecei a entender que não é o dinheiro que traria o sentimento de prosperidade recentemente, era algo bem maior que notas ou um número no extrato bancário, maior que casas e carros de luxo, tudo isso é o que a realidade nos coloca para acreditar que nos levariam para o SENTIMENTO. O ponto é que eu já havia provado a riqueza e ainda assim não encontrava o sentimento, eu sabia que era algo além, e que mesmo aqueles que tinham as coisas materiais que faziam os demais e até eu mesma acreditar que eles tinha encontrado o que eu buscava, na verdade na verdade não encontraram, vivem amedrontados e quando conseguem reunir uma quantidade de resultado financeiro que os façam acreditar que alcançaram entram em outra prisão ainda mais difícil de sair, aquela que os fazem tentar segurar o que na verdade é impossível de segurar quando não se atingiu a prosperidade real.

 

Eu olhava ao meu redor e via de tudo

 

pessoas atingindo resultados, pessoas não atingindo, pessoas fingindo que estavam atingindo para ver se tornava realidade, eu me lembro como hoje uma frase em uma reunião que eu fui com um player famoso do nosso mercado: “Cara, você finge essa vida aqui e eles acreditam, é assim que você consegue, finge que atingiu o sucesso e de repente por eles acreditarem que você atingiu você ganha credibilidade e aí atinge” Essa pessoa estava em Alphaville em uma casa de luxo com carro de luxo sendo bancado por um investidor para criar essa imagem nas redes sociais.

 

Eu pensava: “Eu já até ouvi esse termo fingi até que se torne real, mas lá dentro eu não podia acreditar, não é possível isso… não pode ser assim!”

 

E essa é só uma história, eu fui atrás de muitos “casos de sucesso” para tentar entender o que eles tinham feito, para entender por que eles tinham conseguido e eu não ainda, porque mesmo fazendo tudo que os grandes diziam eu não atingia o sucesso na dimensão que eu queria: acorde cedo, trabalhe muito, estude muito, lei da atração, acredite, seja grato…. um monte de regras que no final não me levavam a resultados efetivos.

 

Aí eu via alguns esbanjando muito, ostentando mesmo

teve inclusive um player que eu fui pessoalmente fazer uma reunião em Minas Gerais porque aquilo me cheirava encenação das grandes, avião, carros, oxe mas não tinha que economizar para prosperar?

 

Eu também analisava a vida do investidor do meu projeto, um senhor que nunca teve avião, e mantinha uma vida regrada fazendo tudo que gosta com a família sem ostentar e uma fortuna respeitável adquirida em anos e anos de muito investimentos acertados e sempre tratando o dinheiro com muito respeito… Minha cabeça dava um nó…. e agora? Sigo qual?

 

Até que chegou o grande dia, o dia de começar a entender um pouco da verdade.

 

Uma amiga me ligou e me disse que estava indo experimentar uma medicina da floresta no final de semana, segundo ela um processo de expansão de consciência que muda a vida das pessoas, que pessoas que passam por essas sessões nunca mais são as mesmas.

 

Eu sempre fui muito desconfiada de tudo, analisava cada palavra que ela dizia e com muito pré-conceito disse que iria até o local para ver o que era, mas que provavelmente não iria fazer. Teve uma palestra antes e eu essa amiga estávamos levando tudo na brincadeira até rindo da situação, um pessoal estranho, lembro que tinha uma menina com cabelo azul e logo pensei: “hum, isso deve ser droga, esse povo tem cara de drogado”. Quanto ego, quanta soberba, quanta ignorância, eu estava doente e não sabia.

 

“Mas já que estou aqui mesmo, vou ver o que é essa parada vai” foi assim que a minha nova jornada começou!

 

O primeiro copo da medicina e de repente a realidade começou a se desfazer na minha frente, literalmente cair pedaços de uma falsa realidade, por algumas horas eu pude tocar um mundo que eu nunca tinha acessado, por algumas horas eu tive a chance de revisitar momentos do teatro da minha vida como expectadora agora, olhando para minha visão deturbada da realidade naquela altura e como aquilo estava afetando a minha vida hoje. Eu vi ações de outras pessoas através da minha lente como se tivesse acontecido de um jeito, mas agora ali, eu não via mais da mesma forma, eu podia sentir a dor do outro, essa foi a primeira vez que eu tinha parado de sentir a minha dor para olhar de verdade para as pessoas que estavam ao meu redor, eu entendi que a dor que eu achei que só eu sentia estava em todos ao meu redor e que muito dos acontecimentos que eu achei que era “alguém” fazendo algo para “mim” era na verdade a capacidade de cada uma delas lidar com as suas próprias dores. Foi como se tudo que eu tinha vivido até ali não passasse de um sonho, uma história que a minha própria mente havia me contado e que a realidade estava muito além do meu controle, pelo menos naquele momento.

 

A sensação logo depois que eu saí foi de que na verdade tudo que eu vivia não era real, o que ninguém me contou naquela altura e eu precisei descobrir enquanto ia destruindo essa “falsa realidade” se desfazendo de cada pedaço dela em cada sessão que eu enfrentava, é que quem comanda a porra toda nesse sonho SOU EU!

 

Hoje entendo bem isso, era muito para minha mente conceber isso de primeira, eu não podia acreditar que tinha me perdido desse tanto, e ainda tinha duas coisas que me atrapalhavam muito: a minha própria mente e pessoas tentando me convencer que aquilo não era real e sim o que eu vivia nesse mundo imaginário externo, afinal foi assim que todo o holograma me segurou por tanto tempo.

 

A cada processo de expansão alguns dias acordada para agir fora desse sonho depois de aproximadamente 15 dias lá estava eu de novo envolvida com todas as emoções e sentimentos da falsa realidade já não sabendo mais que não era real.

 

Eu pensava: “Não posso viver me acordando com medicinas, preciso encontrar uma forma de me manter consciente no meu dia a dia, preciso entender como me conectar com a fonte que me mantem desperta”. Assim fui encontrando outras formas de expansão, outras medicinas, fui desenvolvendo habilidades dentro da meditação para me manter no dia a dia consciente, enquanto via um mundo ao meu redor dormindo tentando me enredar com suas rajas de energia que poderiam me levar de volta para aquela dimensão densa de uma realidade falsa e ilusória. Eu me fechava mais e mais para conseguir me manter firme e forte, até entender como sair de vez daquela mentalidade coletiva que não parava de tentar me puxar de volta, com preocupações, medos, inseguranças, as vibrações que impediam eles de enxergar o que eu estava acessando.


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